sexta-feira, outubro 07, 2011

Eu Queria Ter a Sua Vida



The Change-Up
David Dobkin
EUA, 2011
112 min.

Alguns filmes de Hollywood se parecem com aqueles encartes de papelão, com instruções pontilhadas para montar; dobre aqui, cole ali, recorte acolá e pronto, mais um filme lançado. É exatamente o caso da comédia “Eu Queria Ter a Sua Vida”, que repete uma fórmula mais que desgastada em seu roteiro.

Dois amigos de infância têm vidas completamente opostas. Dave Lockwood (Jason Bateman, que esteve ótimo em “Quero Matar Meu Chefe”, mas aqui está decepcionante) é um advogado bem sucedido, casado e pai de três crianças (duas delas gêmeos recém-nascidos que mal o deixam dormir). Mitch Planko (Ryan Reynolds, protagonista da adaptação para o cinema do super-herói Lanterna Verde) leva uma vida de solteiro. Ccom muitas namoradas, vive de trabalhos esporádicos como ator e costuma não fazer nada em boa parte do dia.

Uma noite, ao saírem juntos de um bar, vão urinar em um chafariz próximo. Enquanto fazem xixi, reclamam de suas vidas, até dizerem ao mesmo tempo que queriam ter a vida do outro. Acontece então um súbito blackout na cidade, mas logo tudo parece voltar ao normal. Porém, quando acordam na manhã seguinte, percebem que estão com os corpos trocados. Assustados, voltam ao chafariz para desfazer a maldição, mas descobrem que ele foi removido pela prefeitura. Por causa da burocracia, Dave e Mitch só poderão saber para onde foi deslocado em algumas semanas.

Com as vidas trocadas, Mitch, que não entende nada de advocacia, terá que conduzir uma fusão de milhões de dólares na qual Dave vinha trabalhando. Dave, por sua vez, terá que atuar num filme para o qual Mitch fora contratado, sem saber que se trata de uma produção pornô.

A comédia não apresenta nada de novo em seu formato, limitando-se a fazer previsíveis piadas sobre o comportamento “estranho” que cada um deles passa a ter diante de colegas e família. Além de usar um argumento desgastado e sem surpresas, o filme ainda exibe algumas cenas de qualidade técnica sofrível, dignas do cinema trash. Como em nenhum momento o filme se assume com tal, as cenas não apenas destoam, como também constrangem.

Com poucas piadas que funcionam, a narrativa se arrasta para o previsível sentimentalismo final. Enquanto aproveitam a vida um do outro, percebem o que há de errado com suas próprias vidas e decidem mudá-las para melhor. Mas não tem melhora de vida que melhore um filme tão ruim.
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1 comentários:

Andrea Pérez Ulloa disse...

O diretor David Dobkin parece excelente, eu não vi muitos de seus filmes, mas eu vi recentemente o filme chamado O juiz atua, onde Robert Downey Jr. com Robert Duvall, descobri que no início você tem um ritmo lento, é uma história com um monte de mistério, claramente não o tipo de mistério sobre o medo, mas mistério sobre a história e os fatos que estão acontecendo, é um ótimo filme, recomendo.

 

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