Dylan Dog: Dead of Night
Kevin Munroe
EUA, 2010
107 min.

Na história, Dylan Dog (Brandon routh) é um detetive que investigava crimes cometidos por criaturas sobrenaturais, como vampiros, lobisomens e mortos-vivos. Atuando no submudo dessas criaturas, que vivem entre nós sob disfarces de “normalidade”, Dylan é uma espécie de xerife desse mundo. Mas ele se aposentou, depois de perder alguém especial e se vingar de forma implacável. Contudo, terá de voltar à ativa quando, depois de algumas mortes, percebe que uma trama sombria pode levar a uma guerra entre as criaturas.
Ao lado do parceiro Marcus (Sam Huntington), começa uma investigação. Para obter informações, visita algumas pessoas influentes e bem informadas do submundo dos monstros. Enquanto tenta montar o quebra-cabeça de uma conspiração para dominar todas as criaturas, enfrenta algumas.

O roteiro é feito de remendo em remendo, levando a história adiante sem grandes dificuldades para além de uma surra aqui e outra ali. Nesses confrontos, raramente Dylan parece ser alguém pronto para o trabalho sujo, mais apanhando que batendo. Mesmo assim, nunca parece correr perigo de verdade. As pistas que coleciona e as explicações que encontra não são fruto de dedução, mas uma série de explicações dadas por personagens secundários de forma vergonhosamente didática. Tudo muito fácil.
Contudo, o que mais impressiona no filme é a atuação de Brandon Routh. Ele está simplesmente péssimo. Não que já tenha estado bem em algum outro filme, mas dessa vez ele parece o mais raso dos atores em atividade em Hollywood. Sua interpretação é tão destituída de qualquer nuance de expressão ou gestual, que chega a ser constrangedor. Ao longo do filme ele desfila uma meia-dúzia de olhares e feições que em momento algum condizem com a situação do momento. Não dá nem para dizer que está atuando no piloto automático. Simplesmente não está atuando, no máximo dizendo suas falas enquanto pensa em outra coisa.

“Dylan Dog e as Criaturas da Noite” fica entre os piores filmes do ano. Uma história esvaziada de qualquer emoção ou aventura, uma trama mal trabalhada e infantil, uma atuação de causar vergonha. Diante dos excelentes quadrinhos em que foi inspirado, um filme para ser esquecido.
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