The Resident
Antti Jokinen
Reino Unido/EUA, 2011
91 min.

Juliet (Hilary Swank) é uma médica plantonista em Nova York que procura um apartamento para alugar. Ela vem de uma decepção amorosa e sente-se fragilizada. Depois de alguma procura, encontra um apartamento excelente no bairro do Brooklin e a um preço amigável. Mais do que isso, conhece Max (Jeffrey Dean Morgan), proprietário e zelador do prédio. Max é um charmoso, simpático e prestativo vizinho por quem Juliet, naturalmente, passa a se sentir atraída.
Até o final do primeiro terço do filme, a narrativa consegue criar um clima de suspense bastante bom, investindo em uma atmosfera de prédio antigo, com rangidos, frestas de portas e uma ameaçadora impressão de se estar sendo observado. Esta paranoia, lentamente, começa a afetar Juliet, que se esforça por não se deixar levar pelo momento frágil pelo qual passa.

Entre o clima de romance e a tensão de uma espreita permanente, o filme tem tudo para distender o suspense e ampliar sua atmosfera de mistério e terror. Mas entrega todo o mistério em um único flashback, que esvazia toda tensão e expectativa. Ao revelar cedo demais o que realmente ocorre, estraga qualquer surpresa e tenta se sustentar por sustos e por uma expectativa que não existe mais.
Com esse roteiro, “A Inquilina” abre mão de ser um bom suspense, cheio de tensão e medo, para se transformar num thriller comum e sem sal de perseguição e obcessão. A partir do momento que entrega todas as chaves, declina qualquer interesse, contentando-se em levar até o fim uma história desgastada e incapaz de gerar qualquer grande emoção.

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